Existem muitos processos cognitivos que precisam ser desenvolvidos para que a alfabetização seja garantida: uma dessas habilidades essenciais é a consciência fonológica.

Pra começo de conversa, vamos visitar brevemente o conceito de metacognição. Trata-se de uma habilidade de aprender como nós mesmos aprendemos e tornar isso um processo consciente. Esta é uma capacidade que pode ser desenvolvida, sim, pelo educador – e daí a importância de nós, professores, conhecermos os processos de neurocognição, a fim de melhor auxiliarmos nossos alunos a entenderem como eles aprendem.

A partir desse conceito, partimos para consciência metalinguística, ou seja, a capacidade de refletir e analisar intencionalmente sobre a língua. Por exemplo, uma criança aprende a falar sem conhecer as unidades linguísticas, mas com a escrita ocorre de modo diferente: é importante conhecer e refletir sobre a linguagem para estar consciente e aprender de forma mais eficiente.

Consciência fonológica não se resume a ficar segmentando e repentindo palavras – não é sinônimo de método fônico. Abrange muitas outras habilidades que não são restritas à repetição de fonemas.

“Para aprender a ler e escrever é necessário que a criança tome consciência das relações entre os sons da fala e a sua representação gráfica” – Magda Soares

Dicas importantes:

Como trabalhar com estas diferentes consciências?

Em relação às rimas, é importante trabalhar com as consonantes (palavras que terminam com as mesmas letras, por exemplo, café e boné) e as assonantes (coincidência na vogal, mas consoantes diferentes, por exemplo, cachimbo e domingo). Portanto, devemos evitar falar para as crianças que as rimas só aparecem quando escrevemos palavras com o mesmo final.

As aliterações são as repetições de sílabas ou fonemas iniciais, muito trabalhadas a partir de trava-linguas e parlendas (por exemplo, “O rato roeu a roupa do rei de Roma”).

Consciência silábica não é ficar repentindo mecanicamente as sílabas canônicas (ba, be, bi, bo, bu), mas tornar consciente o conhecimento da pauta sonora e saber que aquelas sílabas representam uma sonoridade.

Consciência fonêmica é o processo mais complexo, pois trata-se da menor das unidades linguísticas. É o dar-se conta de que cada letra representa um som.

Referências:

“Alfabetização, a questão dos métodos” – Magda Soares

“A escrita ortográfica na escola e na clínica” – Sônia Moojen

“Aprendizagem e desenvolvimento das habilidades auditivas: entendendo e praticando na sala de aula” – Mariângela Stampa.

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